Colunas dos Times

Coluna do Atlético com Cristiano Batista

Coluna do Cruzeiro

Coluna do Cruzeiro com Ricardo Antunes

Coluna do Villa Nova

Coluna do Villa Nova com Zé Raimundo

Senado adia de novo votação do PL que eleva taxação de bets e fintechs
Relator propôs aumento escalonado da alíquota
Radioagência Nacional - Por Priscilla Mazenotti
Publicado em 26/11/2025 17:33
Política
© Lula Marques/ Agência Brasil

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado adiou - de novo - a votação do projeto que aumenta a tributação das bets e das fintechs. O relator, senador Eduardo Braga, do MDB, leu o voto, mas um pedido de vista coletivo suspendeu a análise. 

Braga acatou parcialmente as emendas apresentadas. Foram mais de 170. Na complementação de voto, o senador prevê um aumento gradual das alíquotas, e não de uma vez, como previa o texto original.

Fintechs e instituições de pagamento terão alíquota reajustada de 9% para 12%  no ano que vem. Em 2028, passa para 15%. Já a taxação das bets vai ser assim: até o fim do ano fica nos atuais 12%. Ano que vem sobe para 15% e em 2028 chega a 18%.

Essa graduação, segundo o relator, é para evitar a clandestinidade. Ele também prevê formas de apertar o cerco contra as operações ilegais, como lavagem de dinheiro.

"Não estamos mais diante de lavagem de dinheiro em moldes antigos, como o caixa dois, estamos falando de lavagem de dinheiro realizada por meio de instrumentos financeiros oficiais. Totalmente integrado ao sistema bancário brasileiro. Essa prática precisa ser enfrentada e precisa ser encerrada definitivamente."

Para isso, foram previstas obrigações a serem cumpridas por provedores de internet e instituições financeiras. Por exemplo, o prazo de 48 horas para a remoção de publicidade de bet ilegal e a produção de relatórios por parte de instituições de pagamento, além da adoção de mecanismos antifraude, especificamente no Pix.

"O objetivo é criar uma rede de fiscalização mais ágil e eficaz, capaz de impedir a propagação das operações ilegais como estamos assistindo atualmente"

A votação do relatório na Comissão de Assuntos Econômicos ficou para a próxima terça-feira (2). Por ser um projeto terminativo, se não houver recurso, não passa pelo plenário. Vai direto para a Câmara dos Deputados.

Fonte: Radioagência Nacional
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Radioagência Nacional.
Comentários