Colunas dos Times

Coluna do Atlético com Cristiano Batista

Coluna do Cruzeiro

Coluna do Cruzeiro com Ricardo Antunes

Coluna do Villa Nova

Coluna do Villa Nova com Zé Raimundo

Lula mostra otimismo com a ampliação do fluxo comercial com a Índia
Comércio bilateral superou US$ 15 bilhões em 2025
Radioagência Nacional - Por Tatiane Alves
Publicado em 23/02/2026 12:41
Internacional
© Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou os resultados de sua visita à Índia neste domingo (22), durante entrevista coletiva concedida antes do embarque para a Coreia do Sul, e afirmou que é preciso seguir apresentando ao planeta as potencialidades do Brasil, que em apenas três anos e dois meses fez mais de 520 novos mercados de produtos brasileiros, segundo Lula.

Lula lembrou que esteve na Índia em 2005 e que, ao retornar ao Brasil, celebrou o marco de 100 bilhões de dólares de comércio exterior. Desde então, esse montante foi multiplicado em mais de seis vezes, chegando a quase 650 bilhões de dólares.

Em 2025, o fluxo bilateral entre Brasil e Índia superou 15 bilhões de dólares pela primeira vez na história, um crescimento de 25% em relação a 2024. O presidente mostrou otimismo em relação à ampliação do fluxo comercial com o país após esta viagem.

Sobre a derrubada das tarifas dos Estados Unidos, Lula espera que as futuras conversas com o presidente americano sejam bem-sucedidas.

"Tem gente que não quer que a gente dê certo nos acordos, e é por isso que eu quero conversar com o Trump. Pessoalmente, sentar em torno de uma mesa para conversar com muita seriedade sobre a importância da relação civilizada entre Brasil e Estados Unidos. Eles têm interesse, nós temos interesse. Se taxar alguns produtos nossos vai causar inflação nos Estados Unidos e vai ser prejudicial ao povo americano. Ele já sabe disso."

Lula também reconheceu como urgente a necessidade de uma reformulação na ONU, Organização das Nações Unidas, para a manutenção da paz e da harmonia no mundo.

"Hoje é o momento de maior quantidade de conflitos do mundo, depois da Segunda Guerra Mundial. Está cheio de país africano com golpe de Estado, ameaça de revolução interna, de guerra civil. E não há um organismo multilateral, uma instituição que deveria ser a ONU, para tentar colocar uma solução nisso. É muito difícil, se os membros do Conselho de Segurança da ONU, que deveriam ser porta-voz dessa mensagem de paz, estão envolvidos em guerra."

Lula ressaltou ainda que o momento do Brasil no cenário internacional é fruto de um intenso trabalho para reposicionar a imagem do país. E que uma aliança internacional para combater o crime organizado pode ser mais uma questão para alcançar esse objetivo.

"Já falei disso três vezes com o presidente Trump por telefone, já mandei nome de pessoas, fotos, disse a ele que estamos dispostos a trabalhar com os Estados Unidos no combate ao narcotráfico, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, qualquer coisa que puder colocar os magnatas da corrupção na cadeia, estamos dispostos a trabalhar."

Ainda durante a coletiva, o presidente Lula avaliou que o BRICS, grupo inicialmente formado por Brasil, Rússia, China, África do Sul e Índia — um agrupamento de grandes economias emergentes e mecanismo de cooperação internacional — pode ser um dos meios de se obter o equilíbrio geopolítico no planeta.

Fonte: Radioagência Nacional
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Radioagência Nacional.
Comentários